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Conheça o seu Jardim Botânico no RJ

HISTÓRIA NOSSO JARDIM
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ – foi fundado em 13 de junho de 1808. Ele surgiu de uma decisão do então príncipe regente português D. João de instalar no local uma fábrica de pólvora e um jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo. Hoje o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – nome que recebeu em 1995, é um órgão federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e constitui-se como um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade.
Ao acompanharmos a história do Jardim Botânico do Rio de Janeiro até os dias de hoje, é possível perceber que ela tem sempre estreita relação com a agenda de interesses e preocupações em nível nacional e mundial. A própria iniciativa de sua criação era uma resposta ao contexto econômico e político em que Portugal e o Brasil, como sua colônia, estavam inseridos no início do século XIX. Abaixo você tem mais informações sobre as diversas fases da história do JBRJ.
O SURGIMENTO DOS JARDINS BOTÂNICOS jardim botânico de pádua fundado em 1545 Os primeiros jardins botânicos surgiram na Europa, no século XVI, com o intuito de estudar as plantas medicinais. Por meio do cultivo e da herborização das espécies com potenciais terapêuticos, buscava-se identificar e comprovar suas propriedades. Formaram-se assim as primeiras coleções de plantas para fins científicos. Desde então, os jardins botânicos ampliaram seu escopo de atuação, porém não abandonaram sua vocação inicial: a pesquisa da flora. jardin du roi, fundado em 1635, em gravura de Frédéric Scalberge (1936) Em Portugal, desde a metade do século XVIII, a identificação e o estudo dos vegetais originários das colônias estiveram a cargo, principalmente, do Jardim Botânico de Ajuda, em Lisboa.

Seu principal objetivo era investigar plantas que tivessem retorno econômico. A botânica, na época, estava fortemente vinculada à utilidade das plantas. A agricultura não se constituía como um saber diferenciado da botânica de forma evidente; em geral era referenciada como a ‘arte’, ou seja, a aplicação do saber botânico. A conciliação entre os principais propósitos dos jardins botânicos de um modo geral deu lugar a instituições com trajetórias específicas que requerem uma análise distinta da dos demais estabelecimentos científicos. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro iniciou suas atividades em 1808, inserido nas orientações elaboradas anteriormente em Portugal. O primeiro desafio foi aclimatar as chamadas especiarias do Oriente: baunilha, canela, pimenta e outras. Assim, inicialmente foi um local de experiências com vegetais enviados de outras províncias portuguesas, além daqueles oriundos do Jardim Botânico La Gabrielle, na Guiana Francesa, recém-invadida pelas tropas luso-brasileiras.
Em linhas gerais, aclimatar uma espécie de planta significava, primeiramente, aperfeiçoar o transporte das mudas e sementes, muitas vezes trazidas de outros continentes em viagens que duravam meses; depois, construir viveiros para semeá-las; e, finalmente, transplantar os vegetais para o solo em diferentes áreas e observar a necessidade de incidência de sol, sombra, água etc. de cada um deles. Uma vez que tais experiências eram baseadas na literatura produzida sobretudo na Europa, eram necessárias investigações acerca da adaptação das plantas ao clima e solo brasileiros. Durante o reinado de D. João VI, houve um especial incentivo à plantação da Camellia sinensis, da qual se produz o chamado chá preto. Ilustração da Camélia sinensis Para adquirir conhecimentos sobre a cultura do chá, o príncipe regente mandou vir chineses para o Brasil, por serem eles detentores de saberes milenares acerca da cultura e do beneficiamento do produto.

O Jardim Botânico foi escolhido como um dos locais de plantação do chá e centralizou as etapas de produção até a fase de consumo. Nas décadas de 1820 e 1830, ali colhiam-se anualmente cerca de 340kg da folha. Porém o principal objetivo na implantação dessa cultura era o estudo e a produção de sementes e mudas com intuito de distribuí-las entre as províncias do Império, incentivando o plantio com vistas à exportação. Contudo, o sabor da planta não foi aprovado no mercado internacional e o cultivo decaiu nas décadas seguintes. Plantação de chá na área do Jardim Botânico. Pintura de Rugendas (1822-1825).

Outras culturas foram objetos de investigações técnico-científicas no Jardim Botânico na época, no esforço de obter matérias-primas para a produção de mercadorias que oferecessem rentabilidade, como por exemplo a palha da bombonaça (Carludovica palmata), para confecção dos chamados chapéus do Chile ou do Panamá, e as amoreiras (Morus nigra), para alimentar casulos do bicho-da-seda. Concomitante às investigações dos vegetais, a área do arboreto foi sendo ampliada para servir também como espaço de lazer da população e, assim, buscou-se adorná-lo com lagos e cascatas e procedeu-se ao aterramento e drenagem dos pântanos com o objetivo de ampliar a área. Contudo, foram estabelecidas regras para um lazer diferenciado daquele praticado em parques públicos, revelando a preocupação em contemplar e ordenar as duas vertentes institucionais: área de lazer e de pesquisas científicas.

O Jardim Botânico conferia à Corte ares de ‘civilidade’ e ajudava a propagar a beleza e a exuberância da natureza brasileira, inclusive junto aos estrangeiros que aportavam na cidade. A década de 1820 foi fundamental no Jardim Botânico do Rio de Janeiro devido a sua direção ter sido confiada a frei Leandro do Sacramento, um dos mais importantes personagens das ciências no Brasil na época. Quando assumiu a instituição, em 1824, frei Leandro integrava várias academias europeias de ciências e era reconhecido internacionalmente. Sua respeitabilidade foi importante para que o Jardim Botânico ganhasse status de instituição de referência entre os cientistas estrangeiros que buscavam conhecimentos sobre a flora brasileira. Frei Leandro era professor da Academia de Medicina e Cirurgia.

Os cronistas da época narraram com detalhes a cena do frade ministrando aulas no Passeio Público. Junto aos alunos, aglomeravam-se curiosos para ouvir as aulas práticas de botânica. Na direção do Jardim Botânico, Frei Leandro deu continuidade à missão pedagógica e buscou ensinar seus conhecimentos de história natural àqueles que se interessavam pelo assunto, fossem lavradores ou proprietários rurais, sobretudo sobre plantação de chá. Após a morte de frei Leandro, em 1829, seu discípulo Bernardo Serpa Brandão assumiu a direção do JBRJ, cargo que exerceu até 1851. A despeito das escassas informações sobre Serpa Brandão e o período de sua administração, deve-se a ele a construção do principal símbolo da instituição, a aléia das palmeiras (Roystonea oleracea).

Segundo uma das lendas sobre o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a palmeira-imperial começou a frutificar em 1829. Serpa Brandão, com a intenção de preservar o monopólio da instituição sobre a espécie, determinou que se queimassem anualmente todas as suas sementes. Porém, dizem que os escravos que trabalhavam no jardim levantavam-se durante a noite e, subindo na árvore, colhiam as sementes e as vendiam. Daí a imensa difusão dessa espécie pelo Brasil, tornando-se símbolo de status. Diversas fazendas ostentavam alamedas com palmeiras-imperiais. No plano científico internacional, descobertas no campo da agronomia floresciam na Europa, com destaque para a química agrícola, a fisiologia dos vegetais e os conhecimentos dos componentes do solo. Entre as invenções que certamente provocaram uma “revolução” na agricultura da Europa e dos EUA, salientam-se as de Justus Liebig (1803-1873). Uma das mais relevantes foi a identificação da função dos elementos minerais na composição do solo e na nutrição vegetal.

O químico alemão demonstrou que, além dos elementos orgânicos encontrados no esterco, nas folhas secas e em restos de alimentos, entre outras fontes, o vegetal necessita também de elementos inorgânicos. Seus estudos, divulgados na década de 1840, tiveram grande impacto na agricultura, pois resultavam em poderes ilimitados para o conhecimento da composição do solo e, por conseguinte, na possível reposição de nutrientes por meio de adubos. Uma grande campanha da mídia desencadeou então um otimismo exagerado ao preconizar que, com a composição do solo identificada nos laboratórios de química e uma vez constatada a ausência de determinados nutrientes, estes poderiam ser restituídos à natureza. Acreditava-se que isso permitiria novas lavouras e o uso permanente do solo, sem necessidade de descanso ou de rodízio de culturas.
Os adeptos dos fertilizantes também defendiam que eles poderiam combater as chamadas pragas agrícolas, pois com a análise do solo e a adição dos nutrientes faltantes nas plantações, supostamente o vegetal ganharia força para combater os ‘invasores’. Outras pesquisas na mesma época também colaboraram para a melhoria da produção agrícola, a exemplo do uso das leguminosas para fixação do nitrogênio no solo, do uso do calcário para corrigir a acidez do solo, da pesquisa fisiológica sobre agentes de enfermidades e o combate a eles. Com todos esses conhecimentos, anunciava-se maior produtividade e qualidade dos produtos extraídos da natureza. Agricultores de várias partes do mundo buscavam informações sobre o assunto, obtidas principalmente em revistas e periódicos voltados para o grande público. O debate e as mudanças de procedimentos na agricultura resultaram na valorização de saberes que buscavam obter status científico, como agronomia, química agrícola, pedologia, meteorologia agrícola e silvicultura.
No bojo desse movimento, outros ramos de conhecimento atinentes às atividades rurais, como a veterinária e a zootecnia, tiveram oportunidade de firmar-se como saberes úteis que exigiam pesquisa e, portanto, reconhecimento e apoio do Estado e da sociedade. No Brasil, repercutiam as novas propostas sobre o aumento e a melhoria da produção agrícola e pecuária. Os produtores e a emergente comunidade científica buscavam sintonizar-se com os avanços produzidos na Europa e nos EUA.

A economia brasileira firmava-se, sobretudo, na agricultura de exportação e sofria grande concorrência, em preço e qualidade, com os produtos de outros países. O mercado internacional compelia os produtores a incrementar a agricultura, principalmente as lavouras de açúcar. O governo imperial, por sua vez, buscava aprimorar suas relações com os proprietários de terras, base de sua sustentação política e econômica, apresentando soluções para a situação. O Imperial Instituto Fluminense de Agricultura (IIFA) conformou-se, então, em um espaço em que produtores rurais, governo e homens das ciências se dedicaram a implantar projetos ‘modernizadores’ para a agricultura, porém sem grandes reformas do modelo agroexportador que o país mantinha O contrato de cessão do Jardim Botânico ─ órgão do governo ─ ao Imperial Instituto Fluminense de Agricultura (IIFA) ─ instituição privada, acordava também a cessão de benfeitorias e terrenos adjacentes. O Estado colaboraria com uma subvenção anual, a título de auxílio para manutenção do bem público. Em contrapartida, o IIFA deveria fundar um estabelecimento rural e criar uma escola prática de agricultura, além de conservar e melhorar as benfeitorias e arvoredos do Jardim e franquear a sua visitação ao público nos domingos e dias de festa.

A cessão da instituição ao Imperial Instituto Fluminense de Agricultura parece ter sido a solução encontrada pelo governo para superar as dificuldades do Jardim Botânico. Criou-se então, nas imediações do arboreto, a Fazenda Normal, cujos objetivos eram desenvolver pesquisas experimentais agronômicas e instalar o Asilo Agrícola para instrução primária e ensino do trabalho no campo a órfãos da Santa Casa da Misericórdia. Asilo Agrícola na década de 1880, onde hoje funciona a Escola Nacional de Botânica Tropical Os objetivos principais a nortear a estruturação do IIFA foram pedagógicos e tecnocientíficos. No que concerne aos primeiros, procurava-se aliar o ensino teórico à prática no campo, para que os agricultores abandonassem as técnicas ‘rudimentares’ e aderissem às ‘modernas’. Os objetivos tecnocientíficos estavam calcados no estudo dos processos da vida vegetal — germinação, crescimento e reprodução — e na experimentação científica, que tratava da interação do complexo solo/planta/clima. Os propósitos eram maximizar a produção da lavoura, melhorar a qualidade do produto e incrementar novas culturas de espécies de plantas com potencial de retorno econômico. Além disso, buscava-se incentivar o uso de máquinas e instrumentos agrícolas na lavoura, para aumentar a produtividade e servir de alternativa à substituição da mão de obra escrava. O IIFA serviu de espaço para que saberes vinculados à produção rural com base científica como a agronomia, silvicultura, pedologia, fitopatologia, meteorologia agrícola e outros se legitimassem na sociedade e pudessem mostrar sua importância na melhoria e aumento da produção no campo. Nesse processo, se originaram os centros de pesquisas específicos, a exemplo da Estação Agronômica de Campinas.

Em março de 1890, o governo federal desanexou o Jardim Botânico do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura e o subordinou ao Ministério da Agricultura. Sob a direção do botânico João Barbosa Rodrigues (1842-1909), a pesquisa científica ganhou impulso na instituição. Foram criados o herbário e a biblioteca e reorganizadas as estufas e viveiros, além do Museu Botânico, o que parece revelar uma certa primazia do campo científico da botânica na instituição. Por essa época, os saberes das ciências agrárias firmavam-se como ciências autônomas, e instituições exclusivamente voltadas para eles eram concebidas. Barbosa Rodrigues em seu gabinete de trabalho João Barbosa Rodrigues permaneceu na direção da instituição por quase 20 anos. A fim de aumentar as coleções, ele criou ainda o cargo de naturalista viajante e incrementou o intercâmbio com outras instituições científicas. Concomitantemente aos estudos botânicos que se realizavam tanto no Brasil como no exterior, a pesquisa do Jardim Botânico incentivou a investigação da flora no seu habitat natural. Desse modo, com a ampliação da abrangência da pesquisa botânica de ambiente ex-situ para in-situ, ou seja, das plantas cultivadas àquelas investigadas em seu habitat natural, no início do século XX, o Jardim Botânico deu os primeiros passos na sua trajetória de instituição comprometida com os avanços no conhecimento da vegetação brasileira.
A área do arboreto continuou a ser embelezada. As obras de arte foram colocadas de forma a despertar a sensibilidade, valorizando ainda mais a natureza e a construção humana. Esculturas, pontes, pérgulas, chafarizes, lago e outros elementos, juntamente com as aleias e canteiros, passaram a fazer parte da paisagem do Jardim Botânico e da memória afetiva dos visitantes há tempos. A contratação de naturalistas viajantes permitiu intensificar os estudos nas regiões serranas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Alguns cientistas da instituição concentraram suas pesquisas de campo na região de Itatiaia (RJ), cuja exuberante biodiversidade apresentava características únicas. Na década de 1910, cientistas da instituição constatavam que a devastação ambiental na região, fruto da intervenção do homem para criação de pastos e uso agrícola de terrenos, estava ocasionando a perda de referências para o acompanhamento das espécies locais. Se uma ação conservacionista não fosse ali implementada, muitas espécies da região acabariam sendo extintas. Começava então um movimento em prol da preservação da área, que resultou na criação da Estação Biológica de Itatiaia (também denominada Reserva Florestal de Itatiaia), unidade integrante da estrutura organizacional do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Portão de entrada da Reserva Florestal do Itatiaia então soba direção do JBRJ Doravante os pesquisadores buscariam sensibilizar as autoridades para a criação de um Parque Nacional, à semelhança dos que existiam em outros países.
Apenas em 1937 foi criado o Parque Nacional de Itatiaia sob a jurisdição do recém-criado Serviço Florestal. Entretanto a flora local continuou sendo inventariada. Uma expressiva coleção, no herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, procede de inúmeros trabalhos sobre o tema e de coletas realizadas na área. Grupo de pesquisadores na sede da Reserva Florestal de Itatiaia Em 1915, assumiu a direção do Jardim Botânico o médico e cientista Antônio Pacheco Leão. Sua extensa trajetória profissional inclui cargos de direção em estabelecimentos governamentais, como o Serviço de Profilaxia da Febre Amarela e a Escola de Medicina, da qual foi professor. Pacheco Leão participou também da histórica Comissão Científica do Instituto Oswaldo Cruz ao Amazonas, chefiada por Carlos Chagas. Antônio Pacheco Leão, diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro entre 1915 e 1931 Portanto, com a experiência adquirida nos anos anteriores, Pacheco Leão teve competência para inserir ainda mais a pesquisa do Jardim Botânico na vanguarda das ciências que se faziam na época. Para tanto, foi fundamental a admissão de botânicos consagrados como Alberto C. Löfgren, Adolpho Ducke, João Geraldo Kuhlmann Alexandre K. Brade, dentre outros. A entrada desses cientistas na instituição impulsionou significativamente as pesquisas em taxonomia vegetal e, assim, o Jardim Botânico permaneceu na liderança nacional nos estudos sobre a flora brasileira. Várias ações foram retomadas, entre elas a participação da instituição em grandes expedições, a ampliação do herbário e do arboreto e o treinamento de novos botânicos. Pacheco Leão (à esquerda) recepcionando Einstein (centro) no Jardim Botânico em 1925, e um rabino (à direita) que acompanhou a visita Além do fortalecimento das pesquisas em taxonomia, foi também na gestão de Antônio Pacheco Leão (1915-1931) que se implantou, no final da década de 1920, um setor destinado a estudos de anatomia vegetal. Sob o comando de Fernando R. Milanez e Arthur Miranda Bastos, realizaram-se diversas investigações, em especial sobre a estrutura do lenho de espécies madeireiras. Em 1936, com essa linha de pesquisa já consolidada, o Jardim Botânico organizou a Primeira Reunião Internacional de Anatomistas de Madeira. Dois anos depois, promoveu-se a Primeira Reunião Sul-americana de Botânica, que contou com a significativa adesão de 40 instituições nacionais e estrangeiras e a participação de 213 cientistas. Data também dessa época uma nova iniciativa para a divulgação das pesquisas realizadas na instituição.
Em 1915, o Jardim Botânico criou os Archivos do Jardim Botânico, primeira revista científica do país exclusivamente voltada para a botânica. A comunicação dos Archivos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro era claramente direcionada para um público muito específico de botânicos e de intercâmbio com os mais importantes centros de pesquisas na Europa e EUA. Capas de volumes antigos da revista Archivos do Jardim Botânico Novos ventos na política brasileira repercutiram nas instituições a partir de 1930. Assim, o JBRJ passou por mudanças administrativas no Ministério da Agricultura até a criação do Serviço Florestal. Esse novo órgão integrou as seções de botânica do antigo Instituto de Biologia Vegetal — pelas quais o Jardim Botânico ficou responsável —, além das áreas de silvicultura, tecnologia de produtos florestais e de parques nacionais. Percebe-se a grande mudança dos rumos quando se passou a atribuir maior ênfase à anatomia vegetal, silvicultura e dendrologia, bem como à orientação da produção agrícola. Na década de 1930 foi criada mais uma revista científica, a Rodriguésia, com o objetivo de popularizar e disseminar a ciência que era produzida na instituição.

A Rodriguésia nasceu com escopo mais amplo do que os Archivos do Jardim Botânico e publicava artigos de áreas como botânica, dendrologia, agricultura, entomologia, genética, fitogeografia e ecologia. Inicialmente buscou atingir o grande público por meio de uma linguagem mais acessível. Porém, em alguns anos a Rodriguésia seguiria o caminho da maioria das revistas científicas e passaria a dedicar-se à comunicação entre pares, tal como se mantém, com regularidade, até os nossos dias. diversos volumes, antigos e recentes, da revista Rodriguésia Teve papel importante nas mudanças ocorridas no Jardim Botânico na época o diretor do Instituto de Biologia Vegetal e editor-chefe da Rodriguésia, Paulo Campos Porto. Nomeado naturalista do Jardim Botânico em 1914, foi superintendente da Estação Biológica de Itatiaia de 1929 a 1933 e dirigente do Instituto de Biologia Vegetal de 1934 a 1938. Teve uma atuação decisiva na elaboração do projeto de criação do Parque Nacional de Itatiaia e, posteriormente, foi responsável pela criação do Parque Nacional do Monte Pascoal, na Bahia. Paulo Campos Porto (1889-1961), botânico e diretor do JBRJ entre 1934 e 1938 e, novamente de 1951 a 1961 Em sua trajetória profissional, Campos Porto demonstrou especial interesse na conservação da natureza. Teve também uma expressiva produção de artigos científicos e, principalmente, uma especial habilidade e competência ao ocupar cargos político-administrativos, o que lhe conferiu autoridade e liderança entre os profissionais da área. Estabeleceu uma aproximação com Getúlio Vargas, então Presidente da República, demonstrada pelas diversas visitas de Getúlio à instituição e pelo apoio recebido para a criação do Parque Nacional do Itatiaia. Ademais, circulou com muita aceitação na elite social, angariando patrocinadores para o Jardim Botânico.
Confirmando sua confiança em Campos Porto, Vargas o nomeou novamente quando assumiu a Presidência da República, em 1950. Campos Porto, de pé, com Kulhmann e Missão Massart em expedição na Reserva Florestal de Itatiaia, na década de 1920 No início da década de 1940, o Jardim Botânico foi contemplado com novas vagas para funcionários concursados. Isso possibilitou a formação de novos cientistas, empreendimento que renderia bons frutos para a consolidação da botânica no Brasil. Não apenas o quadro institucional se beneficiou, mas várias universidades e setores de governo passaram a ter, em seus quadros, recursos humanos treinados por Kulhmann, Liberato Barroso e Brade. Estimulados pela larga produção científica de seus mestres e pela expressiva coleção de plantas, procedente das expedições aos mais diversos recantos do território brasileiro, uma nova e dedicada geração de cientistas iniciou suas atividades. Enquanto Graziela Maciel Barroso, Edmundo Pereira e Ida de Vattimo traziam relevantes contribuições à taxonomia de plantas nativas, Carlos T. Rizzini difundia novos conhecimentos florísticos e apresentava propostas inovadoras para a classificação da vegetação brasileira. Já Armando de Mattos Filho e Paulo A. M. Araújo davam continuidade aos estudos sobre anatomia de madeiras brasileiras.

As pesquisas no Jardim Botânico seguiram sob a liderança desses botânicos até as últimas décadas do século XX, quando foram executados projetos de envergadura nacional e internacional e divulgada expressiva produção científica. Mas certamente o legado mais importante dessa geração são as obras Tratado de Fitogeografia do Brasil e Sistemática de Angiospermas do Brasil, respectivamente de Carlos T. Rizzini e Graziela Maciel Barroso e colaboradores. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, outros pesquisadores foram incorporados à equipe do Jardim Botânico. A maioria deu continuidade às linhas de pesquisa em andamento, porém a criação do Laboratório de Microscopia Eletrônica, planejado e implantado por Raul D. Machado englobou novos campos de investigação. Raul Dodsworth Machado pesquisando no laboratório de Botânica Estrutural De grande destaque no mesmo período foi o empenho de Graziela Maciel Barroso (1912-2003) no prosseguimento das pesquisas em taxonomia, principalmente na orientação e formação de gerações de botânicos de diversas instituições do Brasil. Ao Jardim Botânico, Graziela dedicou a maior parte de sua vida profissional, tendo marcado grande parte da geração de cientistas que ora estão em atividade na instituição. Graziela Maciel Barroso, ao centro, com estudantes de botânica.
O ensino no Jardim Botânico esteve vinculado à história da instituição, algumas vezes de maneira informal, outras formalmente, a exemplo do Asilo Agrícola que funcionou durante 20 anos, entre 1869 e 1889. Em 1989, foi criado o Centro de Responsabilidade Socioambiental, que capacita jovens de 16 a 18 anos provenientes de comunidades carentes da região para o mercado de trabalho. Em 2001, com a criação da Escola Nacional de Botânica Tropical, o JBRJ passou a oferecer cursos de extensão e pós-graduação. A realidade multifacetada do JBRJ cria condições para a realização de projetos em muitas áreas: pedagógicas, museográficas, paisagísticas, técnico-científicas, históricas e de ensino. Tais e tantas áreas, aparentemente divergentes a princípio, potencializam e diversificam as atividades e propiciam o exercício da interdisciplinaridade. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro goza de uma posição singular na história do Brasil, por ser o mais antigo em funcionamento e o único sob administração do governo federal desde a sua criação.
A sua trajetória, ainda com muitas questões a serem desvendadas, nos auxilia a entender, também, a inserção do JBRJ na história social, em particular do Rio de Janeiro. Entretanto, não é fácil perceber que por trás daquela ordenação de plantas existiu e existe uma pesquisa científica. O nome científico em cada placa de identificação no arboreto é a chave de acesso ao conhecimento produzido, em especial pela comunidade acadêmica, sobre espécies do reino vegetal. O público, ao ter contato com o nome científico de uma planta, torna-se detentor de uma ferramenta de grande potencial para adquirir informações precisas sobre sua utilidade, ecologia, distribuição geográfica e outros dados que possam ter sido produzidos sobre o vegetal. Embora nem sempre o visitante perceba, na trajetória da instituição foram constantes os esforços para, por meio deste instrumento, revelar ao público conhecimentos sobre a flora brasileira. Não se pode afirmar que toda a extensão do arboreto formou-se apenas como resultado de pesquisas científicas desenvolvidas na instituição, até porque o espaço tem uma trajetória de múltiplos objetivos e usos. A história da instituição está representada em muitas coleções organizadas por antigos cientistas, que introduziram espécies coletadas, provindas principalmente de excursões pelo território nacional. Essas coleções, ou mesmo indivíduos solitários de alguma espécie, representam, muitas vezes, projetos de pesquisa que resultaram em importantes colaborações para a ciência.

A pesquisa e a visitação pública conviveram em toda a trajetória institucional, e o arboreto representa a sobreposição de várias histórias e intervenções na área, das quais resulta a paisagem que visualizamos atualmente. De forma semelhante, no herbário do JBRJ, as plantas secas, fragmentos de madeira, frutos, artefatos de etnobotânica, lâminas com cortes anatômicos e pólen e amostras de DNA formam um acervo que traduz, em grande parte, a história institucional.
A trajetória de uma instituição deve ser observada através dos trabalhos conjuntos. Atividades paralelas e de apoio são desempenhadas por pessoas com funções importantes no processo de execução de uma linha ou programa de pesquisa: os jardineiros, com seus saberes empíricos, que cuidam de espécies, às vezes de valor inestimável para um experimento científico e, ainda, embelezam diariamente o trajeto daqueles que buscam o Jardim Botânico para contemplação ou lazer; os ilustradores botânicos que, com a exatidão de seus traços, enriquecem publicações científicas; os herborizadores, que na tarefa de confeccionar e organizar as exsicatas (amostras de plantas secas) preservam o acervo coletado; os bibliotecários, que subsidiam as pesquisas com preciosas informações; os administradores e gestores, que viabilizam a infraestrutura para que a instituição possa atender a sua missão.

Na história recente do Jardim Botânico, mais precisamente a partir de meados da década de 1980, quando questões ambientais começaram a tomar corpo no cenário mundial, os estudos florísticos ganharam impulso. Em conformidade com as diretrizes do planejamento estratégico da instituição, os projetos de pesquisa foram orientados para apoiar ações de conservação, sobretudo para preencher lacunas no conhecimento da flora de áreas protegidas. Os esforços dirigiram-se para a elaboração de inventários das unidades de conservação federais, com destaque para os parques nacionais e reservas biológicas (FIGURA 12) e trabalham em consonância com as diretrizes estabelecidas na Política Nacional do Meio Ambiente, mecanismo governamental formulado em 1989 para orientar as ações de preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. Pesquisador do JBRJ (Marcus Nadruz) realizando estudos de campo na Amazônia em 2012. Foto de Ricardo Azoury Em 2001, foi criada a Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT). Com ela, solidificou-se o percurso traçado por antigos mestres na busca por aliar pesquisa científica à transmissão de conhecimento.

A missão da Escola traduz-se e concretiza-se nos cursos de extensão e no Programa de Pós-graduação em Botânica. Os projetos e realizações recentes do Jardim Botânico mantêm estreito o alinhamento institucional às ações de conservação, particularmente aos compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção da Diversidade Biológica (CDB). Destaca-se a criação, em 2008, do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), referência nacional sobre biodiversidade e conservação da flora brasileira ameaçada de extinção, que conta com recursos financeiros doados pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente. Livro Vermelho da Flora do Brasil, publicado pelo JBRJ por intermédio do CNCFlora, reúne avaliações sobre o risco de extinção de espécies de plantas no país No plano cultural, a criação do Museu do Meio Ambiente e do Espaço Tom Jobim situam-se numa estratégia do Jardim Botânico de integrar cultura, meio ambiente e conhecimento científico. O JBRJ, na comemoração de seus 200 anos, produziu o livro "Jardim Botânico do Rio de Janeiro: 1808-2008", com distintos olhares e muitas imagens. Sobre o Solar da Imperatriz, atual Escola Nacional de Botânica Tropical, e sua história, recomenda-se o livro "Solar da Imperatriz", publicado em 2011. A publicação "Cronologia. Jardim Botânico do Rio de Janeiro" reúne os fatos mais relevantes do JBRJ em 200 anos. Um número especial da Revista da Sociedade Brasileira da História da Ciência foi dedicado a João Barbosa Rodrigues, importante botânico e diretor do JBRJ. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA BARROSO, Graziela M. M. A pesquisa no Jardim Botânico do Rio de Janeiro: revivendo a história. In: O Jardim Botânico do Rio de Janeiro – uma lembrança do 1º centenário, 1808-1908. Rio de Janeiro, Jardim Botânico. 1908 (reed. 1998). BEDIAGA, Begonha & GUEDES-BRUNI, Rejan. Jardim Botânico do Rio de Janeiro: dois séculos de história. In: BARRETTO, Malena & ORMINDO, Paulo. Árvores notáveis. 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